histórico

Diário Popular, 1985, 27 de Novembro.

No final dos anos 70 do século passado surgiu em Setúbal uma novíssima geração de poetas fortemente influenciados por Fernando Pessoa e pelos seus heterónimos. Nascidos na década de 60, crismados pelos calores da revolução, encontraram na poesia pessoana a resposta para as inquietações que a ortodoxia das ideologias dominantes e o aparachi intelectual não conseguiam suprir. Um misto de conservadorismo e tradição, permeado por uma saudade do futuro e pela redescoberta de algum integralismo lusitano, num contexto contestatário, adolescente e apaixonado, que as autoridades literárias locais e os poderes políticos vigentes receberam com frieza, preocupação ou desprezo. Dessa geração saíram os poetas da Caza das Almas e da Revista Arauto, completamente ignorados pela imprensa nacional e local (pelo menos até ao aparecimento da Ronda em Cinco Quinas no jornal Novo Século, e da Arca do Verbo no jornal O Setubalense).

Revista Arauto N.º3, p.1, 1986.

Há certos movimentos que mais vale estar quieto

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